sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Trecho do livro "Caim" de José Saramago
"A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entedemos a ele". pag. 88, ed. Companhia das Letras.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Monja Coen - a mulher nos jardins de Buda
"O que faz certos seres partirem tão cedo em busca da própria vida e outros passarem uma vida inteira com medo de si mesmos? Uns andam com ou sem pernas, rumam se esfolando por caminhos afora, por estradas largas ou vielas escuras. Outros se procuram em espelhos humanos, sua vida em outras mãos, as pernas atrofiadas por falta de uso. É árdua a construção do equilíbrio, é um bater efêmero de asas. Porém, em algum ponto preciso da existência, a aurora do dia e a do eu podem acontecer simultaneamente." (pág. 120)
"Porque, assim como não se escuta o som do coração partindo, não se percebe o momento em que uma parte de nós sai de cena. Impossível! Mas é assim que acontece, pois somos uma legião. Somos muitos seres em um só, muitos atores em busca do bom personagem para nos habitar. A única permanência é a alma, ou seja, o que nos anima a seguir em frente. Se ela entra no outro que surge em nós mesmos, a vida terá novo ciclo de aventuras e possibilidades. Porém, se gruda num dos atores, tudo é devastação, sina a ser carregada."(pág. 140)
trechos do livro: Monja Coen - a mulher nos jardins de Buda. Neusa C. Steiner. Mescla Editorial.
"Porque, assim como não se escuta o som do coração partindo, não se percebe o momento em que uma parte de nós sai de cena. Impossível! Mas é assim que acontece, pois somos uma legião. Somos muitos seres em um só, muitos atores em busca do bom personagem para nos habitar. A única permanência é a alma, ou seja, o que nos anima a seguir em frente. Se ela entra no outro que surge em nós mesmos, a vida terá novo ciclo de aventuras e possibilidades. Porém, se gruda num dos atores, tudo é devastação, sina a ser carregada."(pág. 140)
trechos do livro: Monja Coen - a mulher nos jardins de Buda. Neusa C. Steiner. Mescla Editorial.
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sábado, 11 de dezembro de 2010
De Mudança
Hoje completo 29 anos. Tempos atrás, o Dilson, editor da Sorria, escreveu aqui que aniversários são como um Ano-Novo particular. É a minha definição preferida: um tempo de balanço. De pesar o que passou, o que há, o que está por vir. Dias de inferno astral pra rever as mudanças vencidas e escolher as próximas a enfrentar. Só então, vêm os fogos, daí sim merecidos.
Neste ano, não fiz festa. Dias antes, ao montar a minha lista de feitos e por fazer, fiquei mal. (...)
(...) fiquei desolada ao ver que a tabela do que falta é quase a mesma dos anos anteriores. Desejos e promessas que, passa o tempo, eu não cumpro. (...)
(...) São miudezas e pendências como sair cedo do trabalho, visitar mais minha família, praticar um esporte religiosamente, conviver mais com os amigos. Tudo simples, cotidiano, quase bobo. Por isso mesmo - porque só depende de mim - tão difíceis de mudar. (...)
(...) Vou dizer: o que eu queria de verdade hoje era comemorar não as conquistas, mas meus limites. Pra abandonar essa angústia de achar que não ser tudo aquilo, não realizar todas aquelas coisas, é um sinal de fracasso. Pensando bem, talvez a maior mudança que eu precise fazer em mim mesma seja a do olhar.
Daí, quem sabe, consigo entender, sem frustração, que há mudanças impossíveis. Outras têm seu próprio tempo: não cabem agora, mas um dia acontecerão. E há muitas para as quais o desejo é só um pequeno começo: é preciso muito mais esforço e paciência, e ainda assim talvez não funcione de saída. E tudo bem. Dá pra tentar de novo mais ali na frente, de outro jeito. De qualquer forma, nenhuma mudança ou resignação acontece de uma vez só, nem termina em si mesma: manter é tão ou mais difícil quanto começar.
trecho de texto retirado da revista Sorria nr. 16 - out/nov 2010 de autoria de Roberta Faria.
Neste ano, não fiz festa. Dias antes, ao montar a minha lista de feitos e por fazer, fiquei mal. (...)
(...) fiquei desolada ao ver que a tabela do que falta é quase a mesma dos anos anteriores. Desejos e promessas que, passa o tempo, eu não cumpro. (...)
(...) São miudezas e pendências como sair cedo do trabalho, visitar mais minha família, praticar um esporte religiosamente, conviver mais com os amigos. Tudo simples, cotidiano, quase bobo. Por isso mesmo - porque só depende de mim - tão difíceis de mudar. (...)
(...) Vou dizer: o que eu queria de verdade hoje era comemorar não as conquistas, mas meus limites. Pra abandonar essa angústia de achar que não ser tudo aquilo, não realizar todas aquelas coisas, é um sinal de fracasso. Pensando bem, talvez a maior mudança que eu precise fazer em mim mesma seja a do olhar.
Daí, quem sabe, consigo entender, sem frustração, que há mudanças impossíveis. Outras têm seu próprio tempo: não cabem agora, mas um dia acontecerão. E há muitas para as quais o desejo é só um pequeno começo: é preciso muito mais esforço e paciência, e ainda assim talvez não funcione de saída. E tudo bem. Dá pra tentar de novo mais ali na frente, de outro jeito. De qualquer forma, nenhuma mudança ou resignação acontece de uma vez só, nem termina em si mesma: manter é tão ou mais difícil quanto começar.
trecho de texto retirado da revista Sorria nr. 16 - out/nov 2010 de autoria de Roberta Faria.
FELIZ NATAL E FELIZ 2011!!!
MUITO OBRIGADA A TODOS POR NOS ACOMPANHAREM NESSA CAMINHADA!
QUE ESTEJAMOS TODOS EM PAZ, PAZ, PAZ!
NAMASTÊ
Adriana, Karlla e Jucirema.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Uma outra maneira de ver os chakras Parte V (final).
Ajna, Sahashara e a liberdade
É a mente que ao mesmo tempo tem o poder de nos aprisionar e de nos libertar. Por isso que o sexto chakra é chamado de ajna, “chakra do comando”. Quando em contato com o conhecimento de si mesmo e quando desenvolvida uma compreensão sobre si mesmo, sobre o funcionamento da mente, o indivíduo tem a capacidade de ser livre, pois reconhece que não é apenas a personalidade, as latências mentais que são relacionadas aos chakras, mas elas fazem parte de si. O conhecimento de si mesmo é o reconhecimento de que não somos apenas a mente que julga e que anseia por controle, mas somos a consciência que a ilumina e que está acima dela, como o sahashara chakra, que está acima de todos os outros chakras.
Quando reconhecemos isso, nos estabelecemos na nossa própria natureza, que é divida. O ser está liberto. Ele continua conectado com a terra, aterrado e sentindo tudo o que todos os seres humanos sentem, todas as latências dos chakras: medo, ansiedade, raiva. No entanto, ao mesmo tempo, ele sempre reconhece-se como o todo, como pura Consciência que ilumina todos os aspectos de si mesmo, que é a causa, que está na base e acima de todas as suas tendências como ser humano. Mas ele está liberto, pois não se identifica com elas, apenas as reconhece. E ri. O sábio ri de si mesmo, dos outros e das armadilhas que a mente constrói para nos aprisionar. Mesmo que essa armadilha seja tentar controlas os chakras.
O sábio, em realidade, está consciente dos chakras e das suas influências sobre si mesmo, pois os chakras são os nossos condicionamentos, as nossas emoções, o nosso corpo. Ele, porém, reconhece-se como o ser que observa e que está fora da influência dos chakras. O sábio está livre das suas influências, positivas ou negativas.
por Ricardo Freitas e Tales Nunes.
É a mente que ao mesmo tempo tem o poder de nos aprisionar e de nos libertar. Por isso que o sexto chakra é chamado de ajna, “chakra do comando”. Quando em contato com o conhecimento de si mesmo e quando desenvolvida uma compreensão sobre si mesmo, sobre o funcionamento da mente, o indivíduo tem a capacidade de ser livre, pois reconhece que não é apenas a personalidade, as latências mentais que são relacionadas aos chakras, mas elas fazem parte de si. O conhecimento de si mesmo é o reconhecimento de que não somos apenas a mente que julga e que anseia por controle, mas somos a consciência que a ilumina e que está acima dela, como o sahashara chakra, que está acima de todos os outros chakras.
Quando reconhecemos isso, nos estabelecemos na nossa própria natureza, que é divida. O ser está liberto. Ele continua conectado com a terra, aterrado e sentindo tudo o que todos os seres humanos sentem, todas as latências dos chakras: medo, ansiedade, raiva. No entanto, ao mesmo tempo, ele sempre reconhece-se como o todo, como pura Consciência que ilumina todos os aspectos de si mesmo, que é a causa, que está na base e acima de todas as suas tendências como ser humano. Mas ele está liberto, pois não se identifica com elas, apenas as reconhece. E ri. O sábio ri de si mesmo, dos outros e das armadilhas que a mente constrói para nos aprisionar. Mesmo que essa armadilha seja tentar controlas os chakras.
O sábio, em realidade, está consciente dos chakras e das suas influências sobre si mesmo, pois os chakras são os nossos condicionamentos, as nossas emoções, o nosso corpo. Ele, porém, reconhece-se como o ser que observa e que está fora da influência dos chakras. O sábio está livre das suas influências, positivas ou negativas.
por Ricardo Freitas e Tales Nunes.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Uma outra maneira de ver os chakras Parte IV
Vishuddha e o alinhamento dos Chakras.
Dentro da interpretação que propomos, o alinhamento dos chakras pode ser pensado como o próprio alinhamento pessoal. Como a busca pelo agir correto. Arjuna, o protetor do dharma na Bhagavad Gita, carrega em seu nome o nobre significado da palavra, “alinhado”, “reto”. Estar alinhado significa sermos Arjunas, estarmos comprometidos com o agir correto, com a retidão. Quando comprometidos com os valores universais, não apenas as nossas ações, mas as nossas palavras são um reflexo destes valores.
Alcançar essa retidão faz parte de um intenso processo de purificação (Vishuddha chakra significa “grande purificador”), de deixar para trás o que não precisamos. Viveka (questionamento) e Vairagya (desapego) são essenciais nesse processo. Cada vez mais atenção é necessária em direção ao nosso dia a dia. A prática principal não é feita de olhos fechados ou com a atenção fixa em alguma parte do corpo, mas com a atenção plena nas pequenas ações diárias. Para isso, refletir, questionar, para se lembrar o que é mais importante na vida e desapegar para simplificar, para não se perder no caminho, são qualidades fundamentais.
Questionamento e desapego são precisos para que possamos trilhar o caminho do autoconhecimento. É o questionamento que nos torna capazes de nos refletirmos, de refletirmos sobre nós mesmos. Apenas quando estamos alinhados é que podemos ter a paz e a tranqüilidade necessárias para escutar os ensinamentos dos mestres e a partir disso refletir e posteriormente colocar em prática o que foi escutado e apreciado.
Quando o Vishudha está em desequilíbrio é dito que sentimos conflito de auto-imagem, dificuldade em expressar o que pensamos e sentimos, ganância, insensatez, negatividade. Se observarmos com cuidado veremos que esses são vrttis de pessoas que são divididas, que mentem, que negligenciam a verdade e que agem em desacordo com os valores universais. Acreditamos que isso seja uma simbologia de que precisamos trabalhar a retidão. Assim adquirimos o que é dito como as características positivas do chakra: capacidade de reflexão, criatividade, receptividade, expressão, intuição, magnetismo, compreensão do subconsciente e assim usamos a nossa energia para estar atento e nos mantermos no caminho ao autoconhecimento
Apenas uma mente tranqüila é capaz de olhar para si mesmo com compaixão para reconhecer o apego, o medo, o desejo, a raiva, e aceitar que tudo isso faz parte do seu ser, mas a pessoa não é apenas esses aspectos. Em si jaz um ser liberto, pleno e completo. Somos seres que temos, como o Ganesha nas suas representações, um pé tocando o chão, outro fora dele. Um em contato com o mundo da matéria e o que há de mais denso no universo: apego, medo da morte, desejo de controlar o mundo exterior; o segundo que simboliza a nossa conexão com o divino, com a consciência sutil que é a causa de todo o universo e que é refletida no que temos de mais sutil em nós, a nossa mente. A nossa mente, por meio da consciência, ilumina o mundo ao nosso redor e elimina a nossa ignorância sobre ele, sobre nós e sobre a existência.
por Ricardo Freitas e Tales Nunes
Dentro da interpretação que propomos, o alinhamento dos chakras pode ser pensado como o próprio alinhamento pessoal. Como a busca pelo agir correto. Arjuna, o protetor do dharma na Bhagavad Gita, carrega em seu nome o nobre significado da palavra, “alinhado”, “reto”. Estar alinhado significa sermos Arjunas, estarmos comprometidos com o agir correto, com a retidão. Quando comprometidos com os valores universais, não apenas as nossas ações, mas as nossas palavras são um reflexo destes valores.
Alcançar essa retidão faz parte de um intenso processo de purificação (Vishuddha chakra significa “grande purificador”), de deixar para trás o que não precisamos. Viveka (questionamento) e Vairagya (desapego) são essenciais nesse processo. Cada vez mais atenção é necessária em direção ao nosso dia a dia. A prática principal não é feita de olhos fechados ou com a atenção fixa em alguma parte do corpo, mas com a atenção plena nas pequenas ações diárias. Para isso, refletir, questionar, para se lembrar o que é mais importante na vida e desapegar para simplificar, para não se perder no caminho, são qualidades fundamentais.
Questionamento e desapego são precisos para que possamos trilhar o caminho do autoconhecimento. É o questionamento que nos torna capazes de nos refletirmos, de refletirmos sobre nós mesmos. Apenas quando estamos alinhados é que podemos ter a paz e a tranqüilidade necessárias para escutar os ensinamentos dos mestres e a partir disso refletir e posteriormente colocar em prática o que foi escutado e apreciado.
Quando o Vishudha está em desequilíbrio é dito que sentimos conflito de auto-imagem, dificuldade em expressar o que pensamos e sentimos, ganância, insensatez, negatividade. Se observarmos com cuidado veremos que esses são vrttis de pessoas que são divididas, que mentem, que negligenciam a verdade e que agem em desacordo com os valores universais. Acreditamos que isso seja uma simbologia de que precisamos trabalhar a retidão. Assim adquirimos o que é dito como as características positivas do chakra: capacidade de reflexão, criatividade, receptividade, expressão, intuição, magnetismo, compreensão do subconsciente e assim usamos a nossa energia para estar atento e nos mantermos no caminho ao autoconhecimento
Apenas uma mente tranqüila é capaz de olhar para si mesmo com compaixão para reconhecer o apego, o medo, o desejo, a raiva, e aceitar que tudo isso faz parte do seu ser, mas a pessoa não é apenas esses aspectos. Em si jaz um ser liberto, pleno e completo. Somos seres que temos, como o Ganesha nas suas representações, um pé tocando o chão, outro fora dele. Um em contato com o mundo da matéria e o que há de mais denso no universo: apego, medo da morte, desejo de controlar o mundo exterior; o segundo que simboliza a nossa conexão com o divino, com a consciência sutil que é a causa de todo o universo e que é refletida no que temos de mais sutil em nós, a nossa mente. A nossa mente, por meio da consciência, ilumina o mundo ao nosso redor e elimina a nossa ignorância sobre ele, sobre nós e sobre a existência.
por Ricardo Freitas e Tales Nunes
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Uma outra maneira de ver os chakras Parte III
Anahata e o Dharma
Num determinado ponto da sua vida, ao refletir sobre as suas ações e as suas conseqüências, a pessoa pode reconhecer a importância dos valores na sua vida. As ações guiadas pelos valores universais trazem para si uma tranqüilidade mental e uma paz no coração (anahata chakra) que vale mais do que qualquer outro ganho. A pessoa pode seguir na busca por segurança e por prazer, mas ao reconhecer a importância dos valores, estes guiarão suas ações nesta busca. É como se o centro de atenção da pessoa mudasse de si mesmo para o todo, pois reconhece que o que ele deseja que os outros façam para ele é exatamente o que ele deve fazer pelos outros. O praticante continua pensando em si, pois ele reconhece o valor que existe para ele em seguir o que é correto, mas as suas ações são inofensivas ou benéficas aos outros.
Se alguém então diz que o anahata chakra esta desequilibrado é porque a pessoa sente passividade, falta de motivação ou confiança, angústia, desespero, aversão, ódio, agressividade e essas qualidades não são muito diferentes dos obstáculos citados por Patanjali no sutra 30: inércia, dúvida, negligência, preguiça, volubilidade, equivocação, inconstância e instabilidade.
Sabemos que o amor, solidariedade, manter uma relação com Ishvara (o Todo), alegria, autoridade, compreensão, generosidade, nobreza, compaixão, o que chamamos de um anahata equilibrado, são valores que nos ajudam a ter uma mente satisfeita com a pessoa que eu sou.
por Ricardo Freitas e Tales Nunes
Num determinado ponto da sua vida, ao refletir sobre as suas ações e as suas conseqüências, a pessoa pode reconhecer a importância dos valores na sua vida. As ações guiadas pelos valores universais trazem para si uma tranqüilidade mental e uma paz no coração (anahata chakra) que vale mais do que qualquer outro ganho. A pessoa pode seguir na busca por segurança e por prazer, mas ao reconhecer a importância dos valores, estes guiarão suas ações nesta busca. É como se o centro de atenção da pessoa mudasse de si mesmo para o todo, pois reconhece que o que ele deseja que os outros façam para ele é exatamente o que ele deve fazer pelos outros. O praticante continua pensando em si, pois ele reconhece o valor que existe para ele em seguir o que é correto, mas as suas ações são inofensivas ou benéficas aos outros.
Se alguém então diz que o anahata chakra esta desequilibrado é porque a pessoa sente passividade, falta de motivação ou confiança, angústia, desespero, aversão, ódio, agressividade e essas qualidades não são muito diferentes dos obstáculos citados por Patanjali no sutra 30: inércia, dúvida, negligência, preguiça, volubilidade, equivocação, inconstância e instabilidade.
Sabemos que o amor, solidariedade, manter uma relação com Ishvara (o Todo), alegria, autoridade, compreensão, generosidade, nobreza, compaixão, o que chamamos de um anahata equilibrado, são valores que nos ajudam a ter uma mente satisfeita com a pessoa que eu sou.
por Ricardo Freitas e Tales Nunes
Granthis - Os três nós psíquicos do Yoga Parte III
Finalmente, o terceiro nó, Shiva Granthi (ou Rudra Granthi), localiza-se na região do Ajña Cakra.
Ajña é o chakra que tanto gerencia o exercício da especulação intelectual e racional (desde o que se refere a vazia "masturbação mental" até à reflexão sobre o Conhecimento), quanto à própria visão da Unicidade e da realidade de que somos a plenitude e a felicidade que buscamos.
O Ajña chakra também está relacionado com a conexão com as outras dimensões, com a sensitividade, a intuição, a mediunidade.
O Ajña chakra está relacionado à glândula hipófise.
Shiva é o deus hindu dos ascetas, do Yoga e da meditação. Simboliza nosso próprio poder de transformar nossa vida e transmutar toda a sombra em Luz ; e também simboliza a conexão com nosso interior, com nosso centro.
Shiva Granthi faz com que o homem se perca na intelectualidade vazia e estéril, não instrumentalizando eficientemente seu complexo psíquico para a auto-realização.
Perder-se no caminho em função da aquisição de siddhis (poderes psíquicos) quando isto desequilibra o ego e a mente, também é um obstáculo relacionado ao Shiva Granthi.
Este Granthi é desbloqueado por Jñana Shakti, o poder de conhecer. Tanto de conhecer no sentido de acumular informações, como conhecer no sentido do próprio Conhecimento e Sabedoria.
O desejo pela liberação, pela consciência da Unidade, despertado no rompimento do segundo Granthi, faz com que o homem use sua mente e intelecto para questionar e refletir sobre esta Unidade.
Shiva Granthi também está relacionado aos anéis musculares oral e ocular, da psicologia Reichiana.
Rompido Shiva Granthi obtem-se a visão da Realidade Absoluta. Sattwa Guna é o impulso que permeia este nível.
Dentro do amplo instrumental do Tantra, a principal técnica utilizada para auxiliar no rompimento dos Granthis, é Bhastrika (o Fole), que além de ser um pranayama (trabalho respiratório e energético), é uma poderosa kriya (técnica de purificação).
Jñana Yoga ( o Yoga do Conhecimento e da Sabedoria) e Raja Yoga (o Yoga da meditação) são, dentro da perspectiva hindu, os caminhos mais indicados para trabalhar e superar este Granthi.
Ernani Fornari
Dharmendra
Ajña é o chakra que tanto gerencia o exercício da especulação intelectual e racional (desde o que se refere a vazia "masturbação mental" até à reflexão sobre o Conhecimento), quanto à própria visão da Unicidade e da realidade de que somos a plenitude e a felicidade que buscamos.
O Ajña chakra também está relacionado com a conexão com as outras dimensões, com a sensitividade, a intuição, a mediunidade.
O Ajña chakra está relacionado à glândula hipófise.
Shiva é o deus hindu dos ascetas, do Yoga e da meditação. Simboliza nosso próprio poder de transformar nossa vida e transmutar toda a sombra em Luz ; e também simboliza a conexão com nosso interior, com nosso centro.
Shiva Granthi faz com que o homem se perca na intelectualidade vazia e estéril, não instrumentalizando eficientemente seu complexo psíquico para a auto-realização.
Perder-se no caminho em função da aquisição de siddhis (poderes psíquicos) quando isto desequilibra o ego e a mente, também é um obstáculo relacionado ao Shiva Granthi.
Este Granthi é desbloqueado por Jñana Shakti, o poder de conhecer. Tanto de conhecer no sentido de acumular informações, como conhecer no sentido do próprio Conhecimento e Sabedoria.
O desejo pela liberação, pela consciência da Unidade, despertado no rompimento do segundo Granthi, faz com que o homem use sua mente e intelecto para questionar e refletir sobre esta Unidade.
Shiva Granthi também está relacionado aos anéis musculares oral e ocular, da psicologia Reichiana.
Rompido Shiva Granthi obtem-se a visão da Realidade Absoluta. Sattwa Guna é o impulso que permeia este nível.
Dentro do amplo instrumental do Tantra, a principal técnica utilizada para auxiliar no rompimento dos Granthis, é Bhastrika (o Fole), que além de ser um pranayama (trabalho respiratório e energético), é uma poderosa kriya (técnica de purificação).
Jñana Yoga ( o Yoga do Conhecimento e da Sabedoria) e Raja Yoga (o Yoga da meditação) são, dentro da perspectiva hindu, os caminhos mais indicados para trabalhar e superar este Granthi.
Ernani Fornari
Dharmendra
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